quarta-feira, 1 de junho de 2011

Os últimos dias de Dona Ignez VII



Registro de 01 de maio de 2007. Molhando os pés, banana e nariz.

Os últimos dias de Dona Ignez VI



Registro de 01 de maio de 2007.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Os últimos dias de Dona Ignez V



Registro e 21 de março de 2007. Os braços machucados e até hoje viva cadeira azul.

Os últimos dias de Dona Ignez IV



Registro de 4 de abril de 2007. As pernas inchadas.

sábado, 14 de maio de 2011

Os últimos dias de Dona Ignez III



Registro de 21 de março de 2007.

Os últimos dias de Dona Ignez II



Registro de 04 de março de 2007. Dormindo, como em boa parte do tempo.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Os últimos dias de Dona Ignez

Durante o ano de 2007, Dona Ignez, avó e meia-mãe do filho único que escreve estas linhas, foi rascunhada em seus últimos dias. O livreto com os registros foi impedido de ser terminado. Dona Ignez terminou antes.

Como homenagem póstuma e para que o material não se perca sem que ninguém o veja, publicarei aqui, em ordem cronológica, alguns esboços gráficos dos momentos finais da minha única avó que conheci e que me criou.




Registro de 31 de janeiro de 2007. O dia quase todo sentada, ela e sua caneca.

sábado, 23 de abril de 2011

Salve Jorge!



Jorge é de Capadócia, de Copacabana, de Cascadura, de Caxias, de você, de mim, é de todo mundo e todo mundo é Jorge também.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Estupra, mas vê se mata.

Aí eu passo pela banca de jornal e uma senhora discute com um senhor e o dono da banca a respeito das condições psicológicas do cidadão que adentrou a escola em Realengo e sentou o dedo na garotada. Dizia a celerada senhora: "maluco? Maluco nada! Me nego a acreditar que ele era maluco. Se fosse maluco teria se matado!". Ao sair, procurei informar a essa distinta senhora que de fato o criminoso havia se matado. Ao que ela respondeu "Ah, se matou porque a polícia matou ele". Um argumento completamente sem sentido, típico de quem apenas queria ganhar a discussão e externar sua justa revolta.
O que me chamou a atenção no episódio acima é o desejo, acima de qualquer coisa, da punição. Contra o criminoso, certamente portador de algum tipo de debilidade mental, não bastava pesar as condições em que vivia, sua história ou mesmo o próprio suicídio. Era necessário algo que nos fizesse sentir que a sociedade deu a ele a punição devida. Se um policial o houvesse matado, certamente essa senhora estaria menos revoltada. Não basta torturar, expor a condições cruéis por toda uma vida. É necessário dar o golpe de misericórdia, de preferência em espaço público, para que todos se regozijem com o poder de opressão social.

Há certos sentimentos coletivos que jamais mudam.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um som necessário



De uma beleza dilacerante.